“Ano novo, vida nova... ou velha? ”
Ano novo, vida nova. É uma frase feita. Encerra, em si, sobretudo um desejo, mais do que uma realidade. Claro está que, muitas vezes, adotam-se novos comportamentos que serão condições necessárias para que se mude de vida. Mas, pessoalmente, nunca encarei literalmente aquela frase. Até porque o tempo é inultrapassável. As mudanças de vida exigem tempo para que sejam visíveis e sentidas. Para o bem e para o mal. O tempo é, muitas vezes, um inimigo que nos ataca, fugindo! Mas assume, também e frequentemente, o papel de amortecedor de mudanças bruscas que, sem ele (sem tempo), poderiam gerar maus resultados. Na verdade, mesmo adotando-se uma vida nova, os respetivos resultados e vantagens demoram o seu tempo para serem visíveis.
2026 deverá ser, para a Europa, um ano mesmo novo. Pelo menos, em termos de padrões de pensamento e de ação política. Poderá não produzir, logo, os resultados pretendidos, porém, sem que tal mudança suceda decididamente, os próximos anos não trarão nada de bom. E a vida nova sempre almejada no início dos novos anos, talvez seja, uma nova vida cada vez pior.
A Europa integrada enfrenta dois desafios existenciais que requerem uma vida nova em termos de vontade e de políticas. O mais imediato é o do desfecho da guerra na Ucrânia. Tal desfecho terá, contudo, muito a ver (implicações maiores) com outros desafios/pretensões europeias. Um plano de paz, negociado e promovido pelos Estados-Unidos de Trump, está, nestes dias, em cima da mesa. O presidente ucraniano e os ucranianos querem a paz. De resto, como país invadido, nunca quiseram esta guerra. A força e a ameaça do seu uso (que parecem ser as únicas estratégias........
