menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

“Educação e Juventude para 2026:...”

26 0
10.03.2026

O Plano de Atividades do Município para o ano de 2026, aprovado na Assembleia Municipal da passada sexta-feira, 6 de março, apresenta uma proposta de desenvolvimento e inovação para a Educação e Juventude. Este “pacote único de preocupações” afigura-se interessado na promoção do bem estar e desenvolvimento de todos “desde a primeira infância até à sua entrada na vida ativa”. A Iniciativa Liberal valoriza a Educação como o pilar fundamental para a construção de uma sociedade livre e justa, congratulando o Plano de Reabilitação Escolar, o investimento na dignidade das infraestruturas e a descentralização de verbas para os agru- pamentos, por forma a garantir-se o bem-estar e sucesso académico dos jovens. Mais se enaltece o esforço da quipa da Juventude no desenvolvimento dos programas: o Encarreira-te, o alargamento do Voluntaria-te ao âmbito escolar, o desenvolvimento do Politiquices à séria, que promoverá o debate com o auxílio das Juventudes Partidárias; e a criação de outros, como o As Minhas Primeiras Páginas, que permitirá um acesso facilitado dos mais pequenos à leitura, e ainda o programa Capacita-te, que, através da Academia de Capacitação, se propõe a reforçar as “literacias fundamentais”. Esta proposta parece ser a resolução definitiva de todos os problemas conexos à juventude bracarense. Mas a falta de ambição e manifesta insuficiência de discriminação no Plano de Atividades e Orçamento das dinâmicas concretas deixa-nos reticentes, e francamente confusos, sobre o modos operandi destes programas e a sua viabilidade prática. Braga aspira ser um polo empresarial e um centro metropolitano que compete com os existentes Lisboa e Porto. A Iniciativa Liberal reconhece a necessidade de disponibilizar recursos de aprendizagem e formações creditadas aos jovens na sua entrada na vida profissional e saúda a coragem da CMB. Mas, quererá o executivo apresentar-se como uma muleta, um amigo confiável, em quem podemos depender para nos lançar para o mundo do trabalho? Se nos propomos a acompanhar os jovens até à vida ativa, é necessário muni-los de conhecimentos destas literacias fundamentais e instrumentos de análise, mas dar-lhes, sobretudo, liberdade de escolha na sua aplicação. O desafio que lança a Iniciativa Liberal é que a referida Academia de Capacitação não se reduza a conceitos indeterminados, e a fiscalização a que se compromete será a de exigir transparência e a avaliação do impacto do programa. Os objetivos podem dizer-se cumpridos só, e somente só, quando existem... Quando são quantificáveis! Em que moldes se darão essas formações? Qual o público alvo? Qual a sua periodicidade? Quais as entidades colaboradoras? Será a participação nesta Academia levada em conta nas oportunidades de Job Shadowing e de Estágios previstas no programa Encarreira-te? Compreendamos ainda que a viabilidade destas dinâmicas implica que cheguem a quem de direito, ou seja, aos jovens. Não divulgar e promover os programas disponíveis é, no mínimo, desmerecer o trabalho da equipa da Juventude e, no máximo, potenciar um plano a fundo perdido. É necessário investir e densificar a abordagem nas redes sociais. Braga tem influência, mas precisa de ser influencer. Braga está na direção certa, mas não à escala que merece. É necessário fixar juventude, mas para isso devemos fazê-la ver que a cidade está preparada para um futuro que lhes permita conhecimento, sucesso e bem-estar a longo prazo. É com uma tentativa de garantir estes pilares que se compromete a Iniciativa Liberal.

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias Políticas

“Os direitos não se conquistam à bomba. Pelo que importa na vida de cada um!”

Violência no Namoro: um problema em escalada

Subscrever NEWSLETTER

Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos.


© Correio do Minho