“Roleta russa”
Este jogo é talvez uma lenda, popularizada pela literatura e mais tarde pelo cinema. Conta-se que, pelo séc. XIX, prisioneiros russos eram forçados pelos seus guardas a atos de bravata com um revolver carregado com uma única bala. À vez, cada um teria de apontar para a própria cabeça e puxar o gatilho. Mais do que um jogo arriscado e estúpido, colocando a morte em lugar de destaque central, marca a imprevisibilidade da vida. A literatura e o cinema trouxeram-nos essa imagem de desesperança, esse desafio ao sentido da vida, enquanto exploração dos limites éticos. Mas a realidade é sempre mais surpreendente! O mundo parece cada vez mais apostado num jogo em que os limites éticos se esboroam, onde as regras longamente estabelecidas do direito internacional vão sendo esquecidas, onde o multilateralismo e a cooperação perdem sentido. Uma espécie de roleta russa que se justifica por si, desumanizando o conflito. No século XIX, em pleno período do imperialismo britânico, ficou conhecida a ideia do “Grande Jogo”, um conceito fictício criado por Kipling . O Império Britânico precisava controlar as rotas comerciais no continente, mas principalmente nos oceanos e mares.........
