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“Miguel Macedo: O pensamento...”

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06.05.2026

No dia em que Miguel Macedo completaria 67 anos (6 de maio), a evocação do seu pensamento político não deve ser um mero exercício de memória, mas uma oportunidade de reflexão crítica sobre o estado atual das democracias. A União Europeia confronta-se com a necessidade de refundação das suas instituições num cenário internacional instável e incerto, que impõe densidade, constrangimentos, barreiras e tarifas. Encontra-se mergulhada em conflitos que nos colocam perante desafios cujos resultados mal conseguimos calcular e, muito menos, antecipar — independentemente da validade das análises e comentários quotidianos. A política, tal como foi definida por Aristóteles no século IV a.C., é, na sua génese mais nobre, a "ciência da felicidade humana". Para o filósofo, ela não poderia ser dissociada da natureza do homem, sendo a "boa política" aquela que, alinhada com a ética, promove o desenvolvimento virtuoso do indivíduo na pólis (o espaço público e privado). Contudo, ao analisarmos o panorama contemporâneo, a distância entre este ideal clássico e a realidade das democracias liberais parece aumentar. É neste hiato que a figura e o pensamento de Miguel Macedo se tornam um objeto de análise essencial, não por nostalgia, mas como um roteiro para a reorganização institucional. Vivemos a era da "democracia do público", teorizada por Bernard Manin (1997), onde o debate deliberativo é, frequentemente,........

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