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“O livro ainda está na moda? ”

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Todos os anos pelo Verão e pelo Outono, sobretudo, realizam-se pelo país além feiras, mostras e festas do livro, como espaços de promoção do livro e da leitura, apresentação de obras literárias do mais diverso género, de autores mais ou menos conhecidos, sessões de autógrafos, diálogo com escritores, enriquecidos por sessões de leitura, espetáculos, performances e outros meios de atrair potenciais leitores. As mais paradigmáticas e que atraem multidões são as de Lisboa e do Porto, tradicionalmente, mas ainda há dias se realizou a Festa do Livro em Belém e termina hoje a Feira do Livro de Fafe, aberta na passada quarta-feira, como noticiou o CM no dia seguinte, pela pena do jornalista Rui Serapicos. Todos os espaços que promovam o livro e a leitura são, de facto, cruciais, como locais de resistência cultural activa, num tempo em que o digital, o conformismo, o comodismo, imperam, mesmo em pessoas que, por dever de formação ou de profissão, têm obrigação de ler mais, e ler melhor. Há quem sustente que o livro está na moda e que os portugueses estão a ler mais. Oxalá que seja verdade, porque “os livros ajudam-nos a compreender o mundo e a conquistar a liberdade de pensamento”, como queria António Lobo Antunes, que há meses nos abandonou, ou, nas palavras de Albert Einstein, “cada livro que lemos aproxima-nos da liberdade, permite-nos escapar das prisões do conformismo e da ignorância”. Na mesma linha, o consagrado escritor peruano Mário Vargas Llosa [1936-2025], no discurso do Prémio Nobel da Literatura (2010), fez questão de vincar: “Seríamos piores do que somos sem os bons livros que lemos, mais conformistas, menos inquietos e insubmissos e o espírito crítico, motor do progresso, nem sequer existiria. Assim como escrever, ler é protestar contra as insuficiências da vida.” Os portugueses estão a ler mais, sobretudo os mais jovens, sublinha-se. São conclusões de um........

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