menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

“A arte como casa provisória:...”

33 0
19.03.2026

Há quem diga que a arte não resolve crises. Que não trava guerras, não reconstrói cidades, não devolve casas perdidas. Talvez seja verdade. Mas projetos como o Echoes of Unity, projeto financiado pelo programa europeu Europa Criativa mostram-nos outra coisa: a arte pode não impedir a rutura, mas é muitas vezes o primeiro lugar onde se volta a construir pertença. Nascido no contexto da invasão da Ucrânia em 2022, o Echoes of Unity parte de uma realidade dura — a de milhares de pessoas forçadas a deixar o seu país — e transforma-a em matéria de criação. Não como fuga, mas como enfrentamento. Aqui, a migração não é apenas um dado estatístico ou um tema político: é experiência vivida, traduzida em som, imagem, corpo e palavra. O projeto reúne artistas ucranianos espalhados por vários países europeus, incluindo Portugal, e propõe-lhes........

© Correio do Minho