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Saiu pela culatra

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23.03.2026

Usada com frequência para ridicularizar o discurso mais alinhado às minorias, dessa vez, a palavra "lacração" encaixou-se perfeitamente à tentativa de protesto de uma deputada que se define como de extrema-direita, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Fabiana Bolsonaro (PL), que pegou emprestado o sobrenome do ex-presidente sem ter qualquer parentesco com Jair, apelou para outra "fake" na semana passada, quando pintou a pele com tinta preta em um teatrinho para atacar pessoas trans.

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Mas a lacração da parlamentar acabou voltando-se contra ela mesma: acordou transfóbica e dormiu racista. Para quem não acompanhou, Fabiana começou seu discurso na Alesp dizendo-se branca e privilegiada e, aos poucos, foi pintando grotescamente o rosto e os braços com tinta escura. Ela explicou a performance: "Sou........

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