Uma lei para regular fintechs e inibir golpes no Pix
KIKO CELEGUIM — Deputado federal e presidente estadual do PT-SP
A abertura e a movimentação de contas "laranjas" têm sido um grande problema no combate à criminalidade digital. Segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada 16 segundos, uma pessoa é vítima de golpe financeiro por aplicativo de celular. São R$ 190 bilhões por ano faturados pelas quadrilhas com os crimes digitais, 40% mais dinheiro que os R$ 138 bilhões investidos na segurança pública por União, estados e municípios. E o prejuízo das pessoas acima de 60 anos é quatro vezes maior.
A trilha dos golpes passa sempre pelo mesmo ponto: as contas em nome de "laranjas" para receber os recursos desviados. Isso mostra que falta ao país uma legislação para combater esse elo fraco, um verdadeiro convite às quadrilhas digitais.
É importante ressaltar que o desenvolvimento de novas tecnologias tem sido crucial para melhorar o ambiente econômico, desburocratizar processos e serviços, agilizar a solução de problemas e facilitar a vida das pessoas. A adesão ao Pix no Brasil comprova que temos um povo propenso a incorporar e impulsionar inovações tecnológicas, afinal, desde que foi criada, a modalidade só cresce. Hoje, são 156 milhões usando o Pix, e a Febraban estima expansão de 58,8% em relação a 2023, movimentando R$ 27,3 trilhões.
Mas à medida que vira a principal ferramenta de transferências de dinheiro e pagamentos, o Pix se transforma também num mecanismo de facilitação a fraudes e golpes. O relatório........
© Correio Braziliense
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