Recomeço do Morenão ignora quem fez história
Memória esquecida - O ato era institucional. Palanque montado, autoridades alinhadas, discursos afinados. Na Governadoria, o anúncio da cedência do Morenão da UFMS para o Governo do Estado foi tratado como um novo começo para um estádio que há anos vive o abandono. Mas, no meio da formalidade, havia uma cena que dizia mais do que qualquer fala.
Silêncio das arquibancadas - Sentados ali, discretos, estavam Biro-Biro e Diogo. Dois nomes que ajudaram a escrever a história daquele mesmo estádio que agora se tenta resgatar. Jogaram quando o Morenão pulsava, quando arquibancadas cheias eram regra, não exceção. Quando Operário e Comercial levavam multidões e transformavam o lugar em um dos maiores palcos do futebol regional. Nenhum dos dois foi citado. Nem uma menção. Nem uma lembrança. Nem um aceno simbólico.
E a identidade? - O evento que falava de futuro ignorou quem representa o passado. E talvez esteja aí um dos problemas. Porque recuperar concreto é possível. Reformar........
