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Educação forma profissionais, mas quem forma mentes livres?

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17.05.2026

A palavra filosofia carrega, em sua própria origem grega, uma tomada de posição. Philo, amor. Sophia, sabedoria. Não é detalhe filológico; é um programa civilizatório. Num tempo que exalta desempenho, riqueza e vitória retórica, escolher amar a sabedoria desloca o eixo da vida pública e privada. Muda a hierarquia das ambições.

Comecemos por uma constatação incômoda: somos cada vez mais escolarizados, mas não necessariamente mais sábios. A educação contemporânea, estruturada para responder a métricas, rankings e exigências de mercado, costuma ensinar o que pensar sobre economia, política ou ciência. Raramente dedica o mesmo empenho a ensinar como pensar. A distinção é decisiva. Transferir conclusões produz conformidade eficiente. Cultivar julgamento produz autonomia.

Essa crítica não vem de nostálgicos do passado. A filósofa norte-americana Martha C. Nussbaum, professora da Universidade de Chicago e uma das vozes mais influentes do debate público........

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