Militarização, padronização dos corpos e esvaziamento da educação pública marcam debate no XI Seminário de Educação do SINASEFE
O avanço das escolas cívico-militares, o controle disciplinar dos corpos juvenis e o esvaziamento progressivo do projeto original dos institutos federais estiveram no centro dos debates de abertura do XI Seminário de Educação do SINASEFE, realizado nesta semana. Entre as falas que mais mobilizaram o público esteve a da professora Catarina Almeida, que apresentou denúncias envolvendo normas disciplinares em escolas militarizadas do Distrito Federal, e a do professor Dante Henrique Moura, ligado ao IFRN, à UFRN e à ANPED, que alertou para o tensionamento interno vivido hoje pela Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.
A mesa expôs um diagnóstico comum. A educação pública brasileira atravessa um momento de disputa profunda sobre sua função social, seus modelos de gestão e, sobretudo, sobre quais sujeitos podem existir plenamente dentro da escola.
Durante sua apresentação, Catarina Almeida trouxe relatos envolvendo o Centro Educacional Myriam Ervilha, escola cívico-militar sob gestão disciplinar do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Segundo documentos apresentados, estudantes vêm recebendo advertências relacionadas a cabelo, sobrancelha, acessórios e supostos desvios de padrão estético.
As normas da unidade determinam detalhes minuciosos sobre aparência corporal. O........
