A ciência da memória e o compromisso social
A pesquisa (auto)biográfica vai muito além do registro de memórias individuais; a cada passo ela constitui um campo de investigação no qual experiência, formação, memória e história se encontram para produzir conhecimento sobre a vida e sobre as estruturas sociais que atravessam cada trajetória. Foi nesse território que teve início, nesta segunda-feira (21), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, o XI Congresso Internacional de Pesquisa (Auto)Biográfica (CIPA), que reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros entre os dias 21 e 24 de setembro.
Na abertura, o professor e pesquisador Elizeu Clementino de Souza, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), uma das referências brasileiras no campo da pesquisa (auto)biográfica e coordenador do Comitê Científico do XI CIPA, trouxe para a solenidade a dimensão política e social que atravessa a produção do conhecimento. Durante sua intervenção, o pesquisador fez uma manifestação pública de reconhecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, relacionando sua fala ao papel da educação, da ciência e das políticas públicas na reconstrução insistente da inclusão pela via democrática do país.
A presença dessa dimensão política no espaço acadêmico ganha particular........
