O Galo que luta, mas canta desafinado
Recebi um vídeo contendo trechos da participação do influenciador Paulo Lima, conhecido como "Galo de Luta", no podcast 3 irmãos, e percebi alguns problemas estruturais na sua argumentação. Confuso e personalista, ele defende que o machismo e a homofobia dos homens da classe trabalhadora fazem parte do senso comum, e não devem ser repudiados pela esquerda. What? Ele sugere uma conversa de botequim onde dois homens trabalhadores estão tomando uma cerveja e reclamando do excesso de direitos que as mulheres passaram a ter. Segundo ele, “no senso comum, no debate geral entre os trabalhadores homens, em grande maioria e tal, o debate é: as mulheres estão sendo privilegiadas por esse sistema woke de esquerda (...) Agora, num boteco ali, dois trabalhador parou (sic), tá tomando uma cerveja, e provavelmente esse papo tá rolando. Esse papo é forte, xará! Agora tudo é a mulher, a mulher tem direito de tudo. Você não pode nem gritar com a mulher, que você vai preso. Quer dizer que a minha mulher pode me bater, e eu não posso bater nela?”
Para piorar o que já estava muito ruim, Galo reclama que “uma das coisas que mais atrapalha a esquerda hoje, é que não existe espaço para o escroto na esquerda. Você tem que ser perfeito.”, defendendo que falas machistas e misóginas fazem parte do senso comum, e que todos os homens trabalhadores brasileiros estão inseridos nesse contexto. Me tire fora dessa, seu galo. E tire também outros muitos homens que não concordam com esse........
