Violência contra a mulher, uma luta de todos
Tenho quatro irmãs, vinte e seis primas (só estou contando as filhas de irmãos e irmãs dos meus pais), além de uma dúzia de primos; quem comandava essa multidão eram nossas avós, elas eram as capo dei capi, auxiliadas por nossas mães, tias, tias-avós e uma tia-bisavó.
Nós, "os meninos", aprendemos que deveríamos respeitar todas as meninas como gostaríamos que respeitassem as nossas irmãs e primas. Em razão disso, os temas "violência contra a mulher" e "feminicídio" me são muito caros e, a meu juízo, carentes de debate substantivo, especialmente na Câmara Municipal de Campinas.
O debate público tem sido atravessado, nos últimos anos, por uma inquietante questão: até que ponto o bolsonarismo contribuiu para a normalização da violência contra a mulher?
A resposta exige cuidado analítico, mas os argumentos apresentados em artigos recentemente publicados na Revista Fórum e no Instituto Humanitas Unisinos convergem para uma conclusão contundente: houve, no plano simbólico e institucional, um processo de legitimação do machismo como identidade política.
E estão aí os tais "legendários" — um projeto que busca ajudar homens a se reconectarem com seus propósitos, promovendo transformações pessoais que impactam também suas famílias e comunidades; a missão seria: "formar um herói em cada família", como destaca o site oficial —, mas que........
