No jogo da estratégia, Judiciário deve jogar com as cartas da lei
Há muito tempo foi desvendada a estratégia bolsonarista, em conformidade com a orientação da extrema-direita global, de lançar provocações ao Judiciário para semear conflitos institucionais, repercussões midiáticas, comoção social e, em último grau, medidas legais contra si próprio de modo a propiciar discursos de perseguição e vitimização. É a tática dos derrotados que, como atesta a História, abastecem-se de arruaças.
O mais recente ato desse tipo foi o vídeo artificial, mas pouco inteligente, de Jair Bolsonaro exibido na convenção do PL. A iniciativa poderia render a volta do ex-presidente à cadeia e/ou consequências eleitorais ao filho-candidato. Tanto uma quanto outra seriam vendidas ao eleitorado como perseguição e cerceamento de liberdade praticados pelo Judiciário, mais especificamente pelo ministro Alexandre de Moraes, municiando as forças antibrasileiras encasteladas nos Estados Unidos, hoje indisfarçadamente dispostas a interferir nas eleições de outubro.
Antes, com igual intuito, Jair forjou uma tentativa de violação de sua tornozeleira eletrônica, em patética iniciativa. A justificativa de transtorno mental abriu o chororô vitimizador antes mesmo de qualquer medida judicial.
A pergunta é se o Judiciário deve entrar no jogo bolsonarista de fingimentos, ações e reações estratégicas, projetando as consequências políticas de eventuais medidas........
