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Importância histórica de Frei Betto é resgatada em quatro documentários

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30.04.2026

Religiosos progressistas não se limitam às orações e às penitências para salvação da alma. Atuam proativamente pela eliminação da exploração, das injustiças e das tiranias, como fazem, no âmbito católico, o Papa Leão XIV contra as guerras e o Padre Júlio Lancelotti pelos moradores de rua de São Paulo. Houve um tempo em que ser cristão de verdade no Brasil era lutar contra uma ditadura que perseguia e torturava, um tempo em que floresceu a coragem de Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto. Seu modelo de religiosidade contrapõe-se frontalmente à pieguice das carolas bolsonaristas, sejam católicas ou evangélicas.

Numa quadra em que golpistas saudosos da ditadura militar indisfarçam, via candidatura Flávio Bolsonaro, sua tentação pelo golpismo, reviver o papel de Frei Betto durante o regime militar é essencial à preservação da democracia. Primeiro, pelo aspecto biográfico e testemunhal. Frei Betto foi preso duas vezes durante a ditadura (1964–1985) por vínculos com grupos de oposição, como a Ação Libertadora Nacional. Sua experiência direta com a repressão o posiciona não apenas como analista, mas como alguém que viveu a violência de Estado, o que dá densidade e legitimidade aos seus relatos.

Em segundo lugar, ele........

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