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Luta ideológica na fase terminal do imperialismo monopolista e seu fascismo

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23.02.2026

Por Miguel Manso - Elevar a consciência e a disposição ideológica, superar a defensiva, a alienação e a fuga frente à opressão fascista e passar à ofensiva para a libertação nacional e o socialismo

O futuro da luta de classes no século XXI será decidido nesta batalha pela consciência humana.

“A falência do revisionismo, em verdade,  marca o fim da maré baixa, desobstruiu o caminho dos povos para a revolução e abrirá um novo período de ascenso, provavelmente definitivo, e muito mais próximo do que pensam as vãs filosofias.” (Claudio Campos – A História Continua)

Este artigo (em 4 partes) analisa o caráter fascista da fase monopolista do imperialismo do grande capital financeiro e a relação dialética entre a pressão exercida pelo imperialismo em sua fase monopolista e fascista e os mecanismos ideológicos de resposta das classes oprimidas. Partindo de conceitos como ideologia, disposição ideológica, defensiva e ofensiva ideológica, alienação da realidade e fuga das contradições da luta, o estudo investiga como o fascismo e o terror de Estado e a violência sistêmica atuam sobre a moral do povo e de sua vanguarda consciente. Argumenta-se que a manutenção do projeto socialista e de libertação nacional depende intrinsecamente de uma luta constante, que fortaleça a disposição ideológica para a resistência e supere as tentações da alienação e da fuga, realize a práxis organizada da luta e retome a ofensiva ideológica para conquistar a consciência humana coletiva e a vitória.

O estágio monopolista do imperialismo, em sua fase decadente e terminal, e a crise do revisionismo (Parte 1)

Conforme descrito por Lênin (1917), o estágio terminal do capitalismo imperialista e monopolista caracteriza-se pela fusão do capital bancário com o industrial, pela exportação de capitais e pela partilha do mundo entre trustes capitalistas e potências hegemônicas e pela geração permanente de crises, guerras, além da ameaça de uma hegemonia fascista para a repartição do mundo em zonas de influência e controle geopolítico.

Neste contexto, a tendência à crise estrutural do capitalismo agudiza-se, gerando uma pressão constante para a superexploração, a opressão violenta de Estados e governos fascistas.

Como resposta a suas contradições internas e à ameaça representada pela organização das classes trabalhadoras, o imperialismo recorre aos métodos fascistas e a um Terror de Estado sistemático, utilizando a violência como método de intimidação e controle social (POULANTZAS, 1974).

Na busca incansável e insaciável pelo lucro máximo e concentração da propriedade privada dos grandes meios de produção e reservas minerais e naturais estratégicas, sem lograr superar o caos e a anarquia do desenvolvimento desigual, e apesar da verticalização crescente dos meios de produção, o imperialismo é incapaz de superar a falta de planejamento centralizado de toda a economia.

A presença do imperialismo na História (“Impérios em declínio: causas e controvérsias”)

Lições das Revoluções no Século XX: nascimento do socialismo e a contrarrevolução fascista

Sempre que avança a centralização dos cartéis e dos monopólios privados, em suas disputas interimperialistas e monopolistas travam, desorganizam e destroem o desenvolvimento das forças produtivas.

Travam as forças produtivas, mas são incapazes de impedir plenamente o seu desenvolvimento, e ao tentar sufocar o mercado e as empresas mais progressistas em tecnologia e inovação, com práticas monopolistas, de dumping ou controle de preços artificialmente elevados sobre o mercado, de arrocho sem limites sobre os trabalhadores, de imposição de suas práticas intermináveis de guerras de rapina por controle de reservas minerais, de supressão pela força dos seus concorrentes, acirram a contradição das forças produtivas com as relações de propriedade privada e monopolista dos meios de produção, e acirram as contradições com os povos em luta por sua emancipação, na sua tentativa de submissão das economias e das nações.

A prática de arrochar salários e retirar direitos, para buscar superar a concorrência entre os próprios monopólios e contornar a lei da redução crescente da taxa de lucro, conduz inevitavelmente a que, no plano político, tratem de golpear a democracia e o regime de direitos sociais, para impor pelo fascismo um retrocesso ao regime de “escravidão” e miséria para as........

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