Lula, o Banco Central e o silêncio sobre o desconforto mais baixo da história
O brasileiro vai às urnas neste domingo e, se depender do índice de desconforto econômico, o presidente Lula será eleito. Com um desemprego em torno de 5,3% e uma inflação de 4,2%, ambos apurados pelo IBGE, o país chega ao voto com a soma dos dois índices em 9,5. Tanto a soma quanto os índices de inflação e desemprego atingiram os mais baixos patamares de toda a história. É uma notícia espetacular que deveria ser recebida com aplausos gerais. Mas ninguém fala dela.
Acrescente-se que o sucesso do controle dos preços tem tudo a ver com a política econômica realizada pelo presidente Lula, em especial com a condução madura e responsável do Banco Central.
Apesar de um clamor recorrente em sentido oposto, a autoridade monetária soube priorizar seu mandato de controle dos índices de inflação. Isso exigiu sacrifícios expressos nas elevadas taxas de juros reais, mas trouxe resultados sabidos na valorização da moeda brasileira frente ao dólar (20% desde 2025 até agora), o que garantiu a bem-vinda estabilidade monetária seriamente ameaçada ao fim da gestão de Roberto Campos Neto.
Um benefício precioso dessa estratégia foi seu efeito sobre os preços em geral, que se conservaram baixos, em especial dos núcleos da inflação de alimentos, que ficaram próximos de zero.
Está aí o principal........
