É preciso ter lado na luta contra o fascismo que está em disputa no Supremo
A disputa no Supremo Tribunal Federal tem dois lados. Um tem os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. No outro estão André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luís Fux e, a conferir hoje, Edson Fachin.
É preciso optar por um dos lados. Pelos personagens envolvidos, pela folha corrida de alguns, especialmente a dos governos Bolsonaro e Lula, não deveria existir dúvida.
É incrível que haja quem no campo progressista vacile e resista neste momento.
Há muito em jogo, a começar pela eleição de Lula, cujo nome está associado ao de Moraes pela história recente.
Diz muito o fato de que a ala de Moraes quer a revelação integral dos dados do celular apreendido de Vorcaro e que a ala de Mendonça e Fachin, a facção acusadora, tenha desconversado e atrasado o que pôde com o objetivo de cercear a defesa de Moraes.
Se as conversas entre Vorcaro e Moraes provam algo, por que os inquisidores relutaram em franquear aquilo que daria a confirmação definitiva aos argumentos de Mendonça?
É significativo que Mendonça tenha decapitado por um dia a Polícia Federal e causado o caos naquela instituição para evitar que a corporação revelasse a manipulação eleitoral que ele, Mendonça, fazia do caso Master e suas ligações com Flávio Bolsonaro.
Surpreende que a destituição da direção da PF tenha sido recebida com total passividade pelo ministro da Justiça. Foi preciso a coragem de........
