menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O que o próximo governo Lula fará pela soberania do Brasil?

6 0
yesterday

Pela primeira vez na história, a questão da soberania nacional terá centralidade em uma eleição brasileira.

O Brasil está sob forte ataque geopolítico.

Embasado na ressurreição da arcaica Doutrina Monroe, agora reforçada pelo “Corolário Trump”, Marco Rubio vem realizando uma forte ofensiva para consolidar todo o continente americano como área de férrea influência exclusiva dos EUA.

Voltamos aos tempos dos protetorados e dos “quintais”.

Já houve fortes intervenções no Panamá, na Venezuela, na Colômbia, em Cuba etc. Mesmo o Canadá, o vizinho dos sonhos de qualquer país, vem sofrendo com seguidas agressões do governo Trump, que ameaça transformar esse aliado de longas décadas no 51º Estado dos EUA. Da mesma forma, Trump não se cansa de ameaçar anexar, “de uma forma ou de outra”, o território da Groenlândia, que pertence à Dinamarca, um velho aliado, membro da Otan.

Não creio que haja dúvidas de que o Departamento de Estado dos EUA, com seus longos e poderosos tentáculos, tenha influenciado os resultados das eleições recentes em países latino-americanos, que levaram ao poder candidatos de extrema-direita fortemente alinhados ao trumpismo. Alinhados, no caso, é eufemismo. Trata-se, na realidade, de vergonhosa submissão. De neocolonialismo explícito.

A mesma submissão aviltante exibida pela candidatura de Flávio Bolsonaro e pelas demais candidaturas do mesmo campo ideológico, que apoiaram e até insuflaram, em alguns casos, tarifaços e sanções contra o Brasil sem quaisquer justificativas técnicas. Candidaturas que não se cansam de aplaudir as seguidas agressões contra nosso país e contra os empregos de brasileiras e brasileiros, bem como os insultos vulgares ao nosso chefe de Estado.

Marco Rubio sabe muito bem que o Brasil é fundamental para o projeto da América Latina como protetorado. Nosso país é a maior economia da região e representa cerca da metade da área geográfica e da população de toda a América do Sul. Por isso, a aposta contra o Brasil soberano, apoiada pelos numerosos “silvérios” internos, é muito alta.

A bem da verdade, a única candidatura que tem compromisso efetivo com a soberania nacional é a de Lula. O resto não passa de uma chusma de entreguistas, sem nenhuma visão de país, cuja “estratégia” é a volta a um passado arcaico e neocolonial.

Frise-se que o atual governo Lula já vem fazendo muito pela soberania do país, tanto em política externa quanto em política de defesa.

Em política externa, o Brasil, com Lula, voltou a apresentar um amplo e diverso protagonismo internacional, rompendo com o isolamento criado no governo Bolsonaro, um pária mundial.

Em relação à geopolítica mundial, o abandono da aliança ideológica e subalterna com a extrema-direita trumpista permitiu ao Brasil reativar sua participação no BRICS e suas parcerias estratégicas com países como a China. O Brasil de Lula voltou a contribuir para a geração de uma ordem mundial multipolar, mais simétrica e assentada no multilateralismo.

Passamos a manter boas relações com todas as regiões e países do mundo, sem discriminações ideológicas. O Brasil passou a se alinhar com seus próprios........

© Brasil 247