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A Guerra Perigosa e Esquecida, e uma Missão Brancaleone

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19.06.2026

Os conflitos no Irã, no Líbano e em Gaza fizeram o mundo esquecer do que seja, provavelmente, o conflito mais perigoso de todos: a guerra na Ucrânia.

Com efeito, iniciado há mais de 4 anos, esse conflito não dá mostras de arrefecer, graças, em grande parte, à insistência da Europa em bombardear quaisquer tentativas de paz e em insistir no apoio militar a uma Ucrânia que não tem, na realidade, condições de suportar, por mais tempo, a guerra de desgaste e atrito em que se meteu, por mais que consiga, com apoio de europeus e estadunidenses, realizar alguns ataques, com drones, dentre do território russo.

A ideia é dos belicistas europeus é obrigar a Rússia a aceitar uma paz que preserve os interesses do governo de extrema-direita de Zelensky e que imponha uma derrota clara ao governo Putin, obrigando-o a devolver os oblasts já conquistados e inserindo a Ucrânia na decadente Otan, fato que, em última instância, deflagrou a operação militar russa. 

Obviamente, isso não vai acontecer.

A nossa mídia está muito mal-informada sobre a real capacidade de resistência da Ucrânia, mesmo recebendo bilhões de dólares de auxílio europeu.

Em primeiro lugar, há uma questão demográfica muito séria e incontornável.

Como se vê, no gráfico abaixo, logo após a dissolução União Soviética, a Ucrânia tinha uma população estimada de 52 milhões de habitantes.

Mas, a partir de meados da década de 1990, a população vem decaindo a uma razão de cerca de 300 mil pessoas por ano. Isso aconteceu devido a uma alta emigração e também a uma queda pronunciada da taxa de fertilidade das mulheres ucranianas, a qual hoje é uma das menores do mundo.

Isso........

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