O que sobra da Educação depois do governo Tarcísio?
O que vai sobrar da Educação em São Paulo ao fim do governo Tarcísio? Essa é uma pergunta difícil de responder. O cenário atual é de terra arrasada. Sob o verniz da "modernização" e do "aperfeiçoamento da gestão educacional", o que se vê é um processo contínuo de desmonte. A cada nova medida, direitos são reduzidos, investimentos encolhem e a escola pública vai sendo lentamente esvaziada.
O mais recente capítulo dessa ofensiva atende pelo nome de PL 1.316/2025, atualmente em debate na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O projeto, feito sob medida pelo governo Tarcísio para prejudicar os professores, altera profundamente a carreira docente: muda regras de progressão funcional, avaliação de desempenho, remoção, jornada de trabalho, faltas, adicionais e subsídios. Na prática, retira direitos históricos conquistados ao longo de décadas de luta e mobilização dos profissionais da educação.
Entre os pontos mais controversos está a chamada avaliação periódica de competências e habilidades. No discurso do governo Tarcísio, ela seria um instrumento para melhorar a qualidade do ensino. Na prática, abre espaço para critérios subjetivos baseados em metas e indicadores de desempenho que ignoram a complexidade da realidade escolar. Avaliações conduzidas por gestores ou diretorias de ensino podem se transformar em instrumentos de pressão, controle e punição.
Para o professor que não atender às expectativas da gestão, a consequência pode ser drástica: remoção compulsória, contra a vontade do profissional. Em outras palavras, a........
