O cartel venceu
Preso injustamente, apenas porque foi considerado culpado antes do julgamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu o diabo para convencer seus eleitores de que não era um criminoso condenado. Mau aluno, esqueceu rapidamente a lição.
Falando aos quatro ventos, Lula tem-se gabado de ter pedido ao presidente dos EUA, Donald Trump, a prisão do empresário brasileiro Ricardo Magro, dono da única refinaria brasileira, a Refit. Magro, como se sabe, é atrevido.
Coube a ele desestabilizar o mercado de combustíveis, dominado pelas gigantes Cosan/Raízen, Vibra (ex-BR Distribuidora) e Ipiranga – que controlam cerca de 80% desse ecossistema. Antes de Magro bagunçar o setor, essas empresas viviam em paz. Combinavam os preços entre si levando-os às alturas – como voltou a ocorrer agora, depois que a Refit foi interditada pelo governo.
Com a liberação dos preços dos combustíveis (que vigorou até meados dos anos 90), o cartel substituiu o governo. Ou seja, evoluiu-se da condição de monopólio para a de oligopólio. Até que o trêfego Ricardo Magro acabou com a alegria da turminha — que se aglomerou no sindicato mais poderoso do país, o Sindicom.
Ao praticar preços mais justos, a Refit (que antes se chamava Refinaria de Manguinhos), as concorrentes foram forçadas a maneirar sua voracidade. Foi aí que nasceu a lenda de que postos de bandeira branca vendiam........
