menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

A preparação para um conflito mundial de grande envergadura

30 35
23.02.2026

Os sinais de que o imperialismo resolveu dobrar a aposta na guerra são vários e aparecem em todas as regiões. Na América Latina, intensificaram a política de golpes de Estado. Quando os golpes não dão certo, enviam diretamente seus porta-aviões para as proximidades do país rebelde, como estamos assistindo na agressão à Venezuela, incluindo o sequestro do presidente eleito. Ação que, de resto, significa uma agressão a toda a América do Sul, além de colocar a região em grave risco. A posição do Brasil, aliás, em relação ao sequestro do presidente do país vizinho mostra como, em política internacional, o governo perdeu totalmente o rumo.

Nesse momento, o que o imperialismo pretende, no terreno internacional, é construir as condições para um confronto de grandes proporções. Os EUA poderiam fazer um acordo, por exemplo, com Rússia e China, de cooperação internacional, nas várias áreas. Ambos os países desejariam muito isso, desde que em condições soberanas, pois não querem a guerra. Mas os EUA não querem fazer qualquer tipo de concessão, porque isso iria fortalecer seus inimigos e, dada a gravidade da crise econômica, seria um perigo mortal para a própria existência do imperialismo.

Na Europa, o grupo de fanáticos que clama dia e noite por uma guerra — sem dispor de condições para travá-la — vem alertando que os russos, após vencerem a Ucrânia, irão atacar todos os países do continente. Comentaristas de TV, grandes jornais, generais que nunca entraram em combate ficam repetindo o tempo todo que é uma questão de tempo para os russos invadirem os principais países da Europa. Curiosamente, não há nenhuma movimentação da Rússia nesse sentido, e as autoridades do país nunca falaram qualquer coisa relacionada ao assunto; muito pelo contrário. O problema é que há censura em relação ao tema, ou seja, as vozes que falam a verdade foram “canceladas” dos grandes meios de comunicação. A censura às vozes dissonantes faz parte do processo de preparação para um confronto maior.

É notável que são as “democracias” que estão à frente da política de preparação para a guerra: EUA e Europa Ocidental. A crescente agressividade militar dos principais países imperialistas no mundo não tem nada a ver com uma suposta “defesa da democracia”. A base concreta dessa postura é a grave crise econômica capitalista. A erosão econômica levou a uma crise política e social no mundo capitalista, que é praticamente uma........

© Brasil 247