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Festa junina em Beijing: Brasil e China se encontram pelo afeto

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30.06.2026

Por Iara Vidal (*) - Beijing ganhou, mais uma vez, um pouco de Brasil em uma das atividades do Ano Cultural Brasil-China. No dia 27 de junho, a terceira edição da festa junina brasileira, organizada pelo Conselho de Cidadãos Brasileiros de Beijing, reuniu a comunidade brasileira na capital chinesa e moradores locais interessados em conhecer de perto uma das celebrações mais queridas do calendário cultural do Brasil.

Com comidas típicas, música, dança e brincadeiras tradicionais, o evento mostrou, na prática, que a diplomacia entre países também acontece no encontro entre pessoas — no gesto de compartilhar sabores, aprender passos, trocar olhares e celebrar juntos.

Uma festa feita de memória

A festa junina é a minha celebração preferida do calendário brasileiro. Desde criança, adoro essa mistura de música, comida, dança, bandeirinhas, fogueira, roupas caipiras e alegria coletiva. Há algo nessa festa que fala diretamente ao Brasil profundo: o Brasil da roça, das praças, das escolas decoradas, das mesas cheias, das famílias reunidas e das comunidades que se reconhecem na celebração.

Celebradas principalmente em junho, as festas juninas têm origem nas tradições europeias dedicadas a santos populares, como Santo Antônio, São João e São Pedro, e chegaram ao Brasil durante o período colonial. Mas, como quase tudo na cultura brasileira, foram transformadas pelo território, pelo clima, pelos povos e pelas muitas formas de viver o país.

No Brasil, a festa ganhou sotaque próprio. Misturou devoção religiosa, celebração da colheita, cultura rural, música, comida de milho, fogueira, bandeirinhas, brincadeiras, dança e humor. Tornou-se uma das maiores expressões da cultura popular brasileira, especialmente no Nordeste, onde “São João” não se refere apenas ao........

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