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A indústria da dragagem

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05.06.2026

“No contexto dos sistemas de drenagem urbana, uma importante questão que vem ganhando espaço junto ao meio técnico se refere à limpeza e desassoreamento de rios e canais, onde o carreamento de sedimentos e resíduos pela rede de drenagem acaba provocando perda de capacidade de escoamento, em função da diminuição da profundidade e da seção transversal. Na Região Metropolitana de São Paulo, estima-se que os dois principais cursos d’água, os rios Tietê e Pinheiros, somam volumes de aporte anual de sedimentos da ordem de 3 milhões de metros cúbicos, implicando em gastos anuais com o desassoreamento da ordem de 160 milhões de reais. (...)” [1]

Nos anos 60/70/80 do século passado, na calha do rio Tietê na cidade de São Paulo, por causa das constantes enchentes de verão, era possível ver várias embarcações com dragas para retirada de sedimentos, lodo, resíduos domésticos, resíduos industriais, etc., que pela intensa atividade de desassoreamento nesse importante rio paulista, era conhecida como a indústria da dragagem.

Um leito de rio, como esse, retificado em vários trechos, com suas margens laterais impermebilizadas pelo asfalto das vias marginais de circulação de veículos, associado ao lançamento de esgoto in natura, coleta insuficiente de lixo urbano e remoção de terra para implantação de loteamentos mal planejados e mal posicionados no território municipal, acabam vitrando um prato cheio para uma das mazelas, como as enchentes, na maior cidade da América do Sul.

Nem é preciso dizer o que a indústria da dragagem consumiu (e consome) recursos dos cofres públicos numa operação de retirada de material diverso que, convenhamos, é uma solução........

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