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Fidel e a defesa da Revolução

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Conheci Fidel Castro poucos dias após a posse de Fernando Collor de Mello, em 15 de março de 1990. Foi durante uma entrevista gravada que fiz, ao lado do saudoso Carlos Chagas, para a TV Manchete. Uma conversa que acabaria tendo repercussão internacional por causa de uma resposta dada por Fidel a uma pergunta que fiz sobre o episódio que, na época, a mídia ocidental chamava de “Massacre da Praça da Paz Celestial”.

Em 4 de junho de 1989, tropas chinesas reprimiram as manifestações que reuniam milhares de estudantes em Pequim. Os jovens ocupavam as ruas pedindo mudanças políticas e reformas no sistema, defendendo, entre outras reivindicações, maior igualdade social e liberdade de expressão e de imprensa.

Foi nesse contexto que perguntei a Fidel:

— Comandante, como o senhor vê a ação militar chinesa contra os milhares de estudantes que pediam reformas democráticas em Pequim?

— Vocês, do Ocidente, estão muito mal-informados sobre o que de fato ocorreu em Pequim. O que aconteceu foi uma agressão de alguns estudantes contra soldados chineses. Muitos deles ficaram feridos.

— Mas, comandante, nós vimos os tanques avançando contra um jovem que tentava........

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