A velha mídia rasga a fantasia e investe nos escândalos
Além do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, no pós-ditadura militar, passamos a contar com uma nova forma de “propaganda eleitoral”: o horário eleitoral dos interesses do capital.
Entramos na décima eleição direta para presidente e, mais uma vez, surge, no chamado horário eleitoral privado, uma enxurrada de vazamentos seletivos de investigações judiciais, numa tentativa de pré-condenar Fábio Luís, filho do presidente Lula, que ganhou dessa mídia o “simpático” apelido de Lulinha. A mesma mídia que afasta o sobrenome Bolsonaro de Flávio, o candidato da extrema-direita.
A técnica utilizada na construção de um escândalo segue o conhecido roteiro: uma sequência de vazamentos ao arrepio da legalidade, cujos trechos são previamente selecionados e publicizados com o objetivo de interferir no processo eleitoral, criando uma narrativa que associe o adversário político à corrupção, ou à conivência com práticas criminosas.
Desde o chamado Mensalão e, posteriormente, a Operação Lava Jato, investigações ainda em andamento passaram a ser noticiadas de maneira a levar........
