Imperialismo Militar versus Imperialismo de Crédito
A respeito da invasão bélica na Venezuela, vale a pena decompor quem ganha e quem perde internamente nos Estados Unidos, distinguindo o complexo militar-industrial, as petroleiras e os contribuintes. Para isso, é necessário simular cenários de desdolarização parcial e impacto sobre esse modelo. Por fim, comparar com o caso atual da China, cujo “imperialismo de crédito” predomina.
Primeiro, sobre quem ganha e quem perde nos EUA com a expansão militar externa, o complexo militar-industrial é o grande ganhador estrutural. Os grandes contratistas são Lockheed Martin, Raytheon, Northrop Grumman, Boeing Defense. Mas há subcontratados, logística, inteligência, cibersegurança. Até mesmo Universidades, centros de P&D e think tanks financiados pelo Pentágono para “pensar a inteligência”.
Eles ganham com contratos plurianuais indexados e baixo risco de mercado pela demanda garantida. Possuem um orçamento anticíclico: guerras e tensões aumentam, não reduzem, receitas. O resultado é um ganho direto, previsível e politicamente protegido. O custo fiscal não é problema: ele é a própria fonte de receita.
Já “as petroleiras” têm ganhos privados e socialização do custo. São ExxonMobil, Chevron, ConocoPhillips, holdings e subsidiárias globais. A........
