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Filho do Bozo, Bozo é — Votar em Flávio é votar contra você

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13.05.2026

Quando tudo for privado, seremos privados de tudo. O Estado é para todos. Sua função primordial é servir e proteger a população em suas demandas e interesses. O Estado pertence ao povo e não a qualquer pretensioso com vocação para ditador ou que se dedique a fazer do Estado uma plataforma de negócios entre os ricos do empresariado e da política, que sequestram criminosamente o Estado para se perpetuar no poder e, por sua vez, efetivar seus negócios, que são concretizados nos subterrâneos da corrupção, do mandonismo, da trapaça e dos privilégios a uma pequeníssima parcela da população.

Derrotar o golpista e presidiário Jair Bolsonaro, seus filhos de essências bárbaras e seus aliados de extrema direita não se resume apenas a derrotar o fascismo, o sectarismo e o elitismo. A verdade é que derrotar os fascistas — que impõem políticas econômicas neoliberais e entreguistas com o propósito de recrudescer o apartheid no Brasil — significa preservar e proteger os marcos civilizatórios da nação brasileira e, fundamentalmente, derrotar a barbárie bolsonarista. Trata-se do avanço da civilização a impedir o retrocesso à selvageria, que se verificou no decorrer de todo o governo Bolsonaro e que poderá perigosamente se repetir com a ascensão de Flávio Bolsonaro ao poder central.

A extrema direita na Presidência da República significa implementar um regime baseado na cleptocracia e na opressão às classes sociais populares. A finalidade é se valer do poder político para se apropriar criminosamente do patrimônio e do dinheiro públicos e, consequentemente, autoenriquecer-se, bem como beneficiar seus associados, que juntos formam uma escória sempre disposta a promover violência e causar doenças, além de perpetuar a pobreza e a miséria, bem como o atraso e o retrocesso social. Eleger outro gângster consanguíneo e de extrema direita para presidente da República representa mais uma vez a abertura para um novo colapso econômico, social e moral de um povo, de um país, que repetirá o tenebroso sofrimento que aconteceu durante os quatro anos de Jair Bolsonaro.

Todavia, corre-se perigo, como aconteceu tantas vezes na história do Brasil, que parte expressiva da população brasileira opte por votar, segundo as pesquisas de institutos parceiros da imprensa comercial e privada, em políticos e candidatos que votam e trabalham contra os interesses dos trabalhadores e da classe média, sejam eles trabalhistas, previdenciários, de infraestrutura, educacionais e de saúde, assim como demonstram não se importar, irresponsavelmente, que o Brasil submeta sua soberania e democracia a países estrangeiros, como querem os bolsonaristas e a direita colonizada em geral em relação ao alinhamento automático aos interesses dos Estados Unidos.

Esses brasileiros, os autônomos, um número grande de trabalhadores de carteira assinada e os informais, além dos pequenos empreendedores, muitos deles formam um estrato expressivo da classe média bolsonarista, votam em candidatos que, se eleitos ou reeleitos, trabalharão para que o Estado nacional seja apenas um instrumento para concretizar as demandas do grande empresariado, os donos reais do dinheiro, como sempre fizeram sem esconder de ninguém. Ou seja, o Estado passa a atuar como garantidor da riqueza dos privilegiados e a agir como repressor das pessoas que contestam esse estado de coisas, as suas difíceis realidades.

Por seu turno, essas pessoas, na verdade, tornaram-se "vítimas" de suas ignorâncias e reacionarismos e foram tomadas mentalmente pela síndrome de Estocolmo, porque apoiam políticos e governantes que os prejudicam por meio de votações que privilegiam apenas o andar de cima da sociedade, que se beneficia das políticas econômicas draconianas, que congelam impiedosamente os salários, diminuem severamente as vagas de empregos, eliminam programas sociais importantes e desvinculam o salário mínimo da aposentadoria e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

É desse modo que a direita brasileira estabelece sua base de atuação política e, por conseguinte, radicaliza a retirada de direitos, porque passa a pregar ainda a desvinculação dos setores estratégicos da saúde e da educação do orçamento obrigatório, que é constitucional. Em resumo: o dinheiro público e os investimentos ficarão ao bel-prazer de uma classe dominante, que é herdeira direta da escravidão e que jamais em sua história teve um projeto de país e programa de governo, porque seu objetivo sempre foi e será acumular patrimônio e muito dinheiro, o máximo possível.

Para isso, mente e, se a mentira não der certo, passa imediatamente a caluniar, injuriar e difamar seus adversários, que são tratados como inimigos a serem, não derrotados, mas destruídos. Isso ocorre porque a extrema direita também se vale da agressão física nas ruas, como demonstram, sem deixar dúvidas nesses anos todos, os bolsonaristas — muitos dos quais dão a impressão de viverem em uma realidade distópica, a converter erros em ilusões. São esses fatores que os levam a ter como líder central o político fascista Jair Bolsonaro, condenado e a cumprir pena por liderar um golpe de Estado, segundo a PF, a PGR e o STF.

Outrossim, os pisos constitucionais previstos pela Constituição de 1988 são alvos de um clã de hienas de extrema direita, que não se sente obrigado a manter — se chegar ao poder central — os direitos dos trabalhadores, aposentados e estudantes, assim como querem retirar do Estado, recolhedor de impostos da população, a obrigação constitucional de financiar os........

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