Política de defesa nacional conflita com restrição fiscal neoliberal
Os presidentes brasileiro e sul-africano, em encontro oficial em Brasília, concluíram sobre a necessidade de os dois países marcharem juntos em política de defesa.
O Sul Global, concordaram, está vulnerável quanto a esse tema, diante das novas circunstâncias mundiais, alteradas pela Doutrina Trump de priorizar a força em prejuízo do entendimento de que todos devem se subordinar à Carta da ONU, que fixa os direitos internacionais comuns e o respeito à determinação dos povos segundo o conceito de soberania nacional.
O trumpismo imperialista rasgou isso.
Manda quem tem força, obedece quem tem juízo.
Frente a esse novo preceito, os países vulneráveis, como são, praticamente, todos do Sul Global que compõem os BRICS, exceto Rússia, China e Índia, que possuem bombas atômicas, precisam investir em políticas de defesa nacional.
Se não fizerem isso, não podem afirmar que são realmente soberanos.
Resumindo: a saída para eles é destinar parcelas maiores do orçamento nacional para produção científica e tecnológica sintonizada com a defesa........
