O Poder Local e a CIM Douro: quando a estratégia se faz com proximidade
É nas autarquias que a política deixa de ser uma abstração legislativa para se tornar efetiva em projetos e na participação que permite às pessoas influenciarem diretamente os destinos da sua terra. Contudo, os municípios isolados enfrentam limites físicos e financeiros, e é aqui que o conceito de cooperação intermunicipal ganha vida.
Em regiões como o Douro, o poder local é a última linha de defesa contra a desertificação. É o zelo pelas tradições, gastronomia e monumentos que definem a identidade de cada lugar para se atrair turistas que fazem mover a economia dos municípios.
A CIM Douro não é apenas uma entidade intermunicipal: é a voz agregada de 19 municípios que partilham a denominação Douro, mas também desafios demográficos, económicos e geográficos. A CIM Douro tem sido instrumental em áreas críticas como o Ambiente e a Sustentabilidade, como a gestão de resíduos e a proteção da bacia hidrográfica. Na promoção da marca “Douro” como selo de excelência global. Na mobilidade com a criação de redes viárias e de transportes que aproximam as populações dos centros urbanos. No que toca a acesso a fundos europeus, Bruxelas está mais propensa a financiar projetos regionais robustos do que pequenas obras isoladas, sendo nas CIM que esses fundos deverão ser negociados e geridos. O peso do Conselho Intermunicipal onde estão os presidentes dos 19 municípios tem muito mais força para exigir investimentos prioritários, como a Linha Ferroviária do Douro, a Via Navegável do Rio Douro e o futuro IC26.
Os municípios são depositários das ambições das populações transmitindo e reivindicando junto do poder Central os recursos necessários.
No Douro, o futuro escreve-se no plural.
