A minha tia Guiomar – foi uma santa mulher
A minha tia, tinha uma forma peculiar de receber a família e os amigos. As suas palavras e sorrisos contagiavam e adornavam aqueles momentos como se o céu e o mundo fossem feitos de felicidade e o pecado não existisse.
Lembro, enternecido o Natal de 1968, quando cheguei de férias de Lisboa.
A minha tia, na minha chegada, foi logo procurar-me na Rua da Moura, olhou-me afagada de alegria, e sentenciou-me:
– Tu, meu sobrinho, agora vais ficar em minha casa; o quarto está pronto e vais dormir como um príncipe.
Naquela casa havia sempre lugar para mais um. Havia sempre uma cama........
