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Fui emigrante, obrigado Cristiano Ronaldo

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06.10.2026

Numa publicação que fiz nas redes sociais sobre o possível adeus de Cristiano Ronaldo à Seleção Nacional, alguém deixou um comentário que me ficou na memória: «Fui emigrante, obrigado Cristiano Ronaldo.»

Poucas palavras dizem tanto. Há ali uma experiência de vida, uma distância de casa e um agradecimento que vai muito além do futebol. Há o reconhecimento de quem encontrou, no nome de um jogador, uma maneira de ser visto e de sentir orgulho no país de onde partiu. É por isso que me custa imaginar que a história de Cristiano Ronaldo com a Seleção possa terminar desta forma…

O episódio é conhecido: no jogo com a Noruega, Ronaldo aqueceu durante largos minutos, mas acabou por não entrar. Jorge Jesus reconheceu depois que o deixara a aquecer mais tempo do que devia, explicando que as suas decisões tinham sido tomadas em função da equipa. Entretanto, Edu Aguirre, jornalista e amigo do jogador, apresentou uma versão segundo a qual Ronaldo se sentiu traído: esperava um pedido público de desculpa que, no seu entendimento, deu lugar a uma reafirmação de autoridade. É um relato que deve ser tratado como tal, sem o confundir com uma verdade estabelecida sobre o que foi conversado em privado.

Depois veio a saída do........

© A Bola