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Luciano Gonçalves é o para-raios de Pedro Proença

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04.08.2026

Ao transmitir, de forma tão ostensiva e imprudente, a ideia de que detém um controlo absoluto sobre a arbitragem, resolveu um dos maiores problemas do presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

A partir da reunião de Tomar, qualquer nomeação polémica, qualquer erro de arbitragem ou, simplesmente, a vontade de um presidente de um clube grande gerar ruído só pode ter Luciano Gonçalves como alvo.

Sempre que surgir uma polémica, será a sua imagem a ocupar o centro do debate e a suportar o desgaste inerente.

Pedro Proença estará a conviver mal com a revelação pública que os árbitros são, na verdade, liderados por Luciano Gonçalves e pela APAF — uma república independente.

Mas, em 2026, já não há quem tenha o poder absoluto e quem o pretender vai ter o mesmo destino dos últimos que o tentaram. A arbitragem, ironicamente, é o seu calcanhar de Aquiles.

Basta recuar alguns meses. Teria sido Luciano Gonçalves, e não Pedro Proença, a suportar toda a pressão gerada pela final da Taça de Portugal entre Sporting e Benfica ou pela nomeação e arbitragem de Gustavo Correia no Famalicão-Benfica. Teria aguentado emocionalmente e sobrevivido politicamente a esses dois terramotos?

Em 59 a.C., o poder de Roma foi repartido entre Júlio César, Pompeu e Marco Licínio Crasso. César conquistava a Gália, Pompeu acumulava vitórias no Oriente e Crasso, apesar de ser o homem mais rico de Roma, convivia mal com a falta de prestígio militar.

Cego pela ambição, invadiu o Império........

© A Bola