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As boas intenções na criação do VAR já estão a arder no inferno

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06.05.2026

O VAR acabou por revelar-se tóxico e os adeptos detestam. A sua introdução, transformou o árbitro na figura central na transmissão de um jogo de futebol. 

Ao contrário da expectativa inicial, não eliminou o erro com influência no resultado do jogo, muito menos a controvérsia na análise de muitos dos lances. Retirou até alguma condescendência ao erro e condicionou a explosão de alegria dos adeptos na celebração de um golo — pode ser revertido. 

Eliminar o VAR não é a solução. O equilíbrio deverá ser atingido aumentando as decisões tomadas pela tecnologia (linha de golo e fora de jogo). Analisando o nível médio dos jogadores, treinadores e árbitros portugueses, a diferença do nível médio entre os melhores de cada classe é evidente. 

Além da barreira cultural ( é precisa coragem para se ser árbitro, o que limita muito o universo de recrutamento), a diferença na exigência do treino na formação e a elevada taxa de abandono no percurso, faz com que apenas tendo uma enorme quantidade na base da pirâmide se conseguirá ter um conjunto alargado de árbitros de qualidade nas competições profissionais. 

Mas se a questão do VAR e do nível médio dos árbitros das competições profissionais não se resolve em pouco tempo, a APAF deixar de querer que a classe que representa seja a única que não pode ser criticada numa democracia liberal da União Europeia já é algo que não se pode aceitar e que é urgente. E se uma classe,........

© A Bola