Os erros de 'casting'
Nos últimos meses, o futebol em Angola tem passado por alguma turbulência, seja do ponto de vista competitivo (a nível da seleção principal), seja nas estruturas de decisão e organização. E este, por si só, é um aspecto interessante e que, se bem orientado, contribuiria para a valorização do jogo, das suas componentes de suporte e de amplificação para o exterior.
Todos sabemos (pelo menos, os que regularmente visitam o país), o quão apaixonado é o povo angolano pela modalidade. Aliás, com o basquetebol masculino e o andebol feminino, o futebol é o desporto que mais acolhe consensos na sociedade angolana, movendo montanhas no apoio aos seus praticantes e clubes favoritos.
Por isso, não espantou a onda de apoio generalizado aos Palancas Negras após a brilhante carreira na fase final da CAN-2023 (realizada em janeiro e fevereiro de 2024, na Costa do Marfim). A chegada aos quartos de final, a dimensão competitiva demonstrada e o retorno da seleção à predileção do povo foram elementos marcantes, a que se seguiu, curiosamente, uma imaculada fase de qualificação para a CAN-2025, com a seleção nacional a ultrapassar o Gana e a terminar o mini-torneio qualificativo sem averbar qualquer derrota.
O mais fácil era não estragar. Bastaria compreender o enquadramento, não mexer (ou a avançar apenas ajustes de pormenor), e permitir que a equipa, entrosada e cada vez mais habituada a........
