Seguimos em (na) frente
Sete vitórias em sete jornadas. 21 pontos somados, 18 golos marcados e apenas três sofridos. Um arranque de campeonato que distingue a intervenção de Francesco Farioli numa equipa profundamente ligada ao espírito do portismo e que percebe que o bom começo de pouco valerá se a concentração e o compromisso não se mantiverem constantes ao longo de toda a época.
O treinador mantém a atitude e o discurso de quem, com humildade e pragmatismo, sabe que o trajeto está ainda no ponto de partida e o que há de vir será de extrema exigência competitiva. Os jogadores respondem com sentido de responsabilidade, disciplina e confiança na metodologia técnico-tática. A união que os (e que nos) conduziu ao título na época passada não se esgotou nos retratos da festa nos Aliados.
Os níveis de concentração, a determinação com que encaram cada jogo, a intensidade que colocam ao longo dos noventa minutos e a forma como a equipa reage, em campo, às dificuldades, são elucidativos. Aqui, cada jogador conhece e assume plenamente o seu papel no grupo de trabalho — todos por todos. Sem vedetismos ou individualidades.
Ainda há muito campeonato pela frente, inúmeras dificuldades e nenhuma razão para facilitar. Sete vitórias são sete importantes passos dados. Não são, nem podem ser, uma autorização para festejos antecipados. Isso não existe na linguagem do FC Porto.
A vitória no clássico teve um significado que ultrapassou o resultado. Foi uma resposta claríssima a semanas de desconsiderações, suspeições e tentativas de desvalorização do clube e do grupo de trabalho. Perante uma........
