Silêncio, que vai começar um jogo de futebol!
E foi logo a abrir na primeira jornada do campeonato que o silêncio voltou a impedir que o colorido do estádio do SL Benfica voltasse a contar com o cântico dos adeptos, sedentos de ao vivo reencontrar o seu espaço de aplauso pela sua cor clubística, gritando e vibrando com o peso da sua bandeira, numa profunda relação de apoio participativo.
Parece que se voltava a repetir o que na época de 2019/20, em tempos de COVID, o mundo do espetáculo desportivo impedia a satisfação de um dos legados mais importantes na competição desportiva, que é a presença dos adeptos.
Todos sabemos que as equipas fazem do público o seu 12.º jogador e, desse eco desencadeado do empenhamento e discussão de cada lance até à última gota de suor, fazem a reconstrução substantiva do rendimento para o êxito. O futebol sem adeptos transforma-se num jogo sem alma. Contudo, em equipas habituadas a ter pouco público, ou até com adeptos de difícil controlo pelo abuso duma discussão permanente, com o uso do seu dedo em riste e vozeirão com gritos lancinantes contra os jogadores que falham, pode não parecer nada favorável. Sem público, os jogadores podem entrar mais relaxados, acusando um défice de concentração, na esperança de ver escondidos alguns erros........
