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Um caso sem boas soluções

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OS mais recentes desenvolvimentos do caso que envolveu Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), apontam para uma aparente vitória do capitão do Al-Nassr, a que corresponderá uma diminuição, nunca antes vista, da autoridade de um selecionador nacional, face à opinião pública e ao grupo de jogadores que lidera, com a bênção da FPF. E falo em aparente vitória de Cristiano Ronaldo, e não em vitória absoluta, porque há danos irreparáveis para a imagem do jogador, sem cosmética possível, indeléveis. As declarações, sobre o assunto, de Pedro Proença, no último sábado foram um tiro no pé, não pelo conteúdo, coerente com aquilo que o líder federativo já tinha dito na anterior intervenção (a da vénia a Ronaldo), mas por terem ocorrido na constância de um inquérito disciplinar ao jogador, a decorrer no Conselho de Disciplina (CD) da FPF. Em nome do respeito pela separação de poderes, qualquer que fosse a declaração de Proença, a favor ou contra, pouco importa, seria sempre fora de propósito. Como estamos perante uma situação eminentemente política, e na política, o que parece, é, a sensação que fica é de que houve uma pressão clara sobre os decisores do CD, no sentido de aligeirar a sanção a Cristiano Ronaldo. Aguardemos, pois, pela sentença, para a seguir fechar o capítulo disciplinar e abrir um outro, de natureza desportiva. E aqui surgem três ordens de questões:

1 - Se Cristiano Ronaldo estiver disponível para ser convocado para os jogos de novembro, e Jorge Jesus, chamado duas vezes de mentiroso pelo jogador, que, juntamente com o seu ‘staff’, lhe entregou um guião para ler na conferência de imprensa antes do jogo de Copenhaga, decidir incluí-lo na lista dos escolhidos para os confrontos com o País de Gales e a........

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