Benfica: mural da esperança ou da resignação?
Cumprindo uma tradição antiga, fui ver a final da Liga dos Campeões, com um grupo de amigos, desta vez em Budapeste. Grande estádio, grande organização e grande ambiente. O jogo propriamente dito não foi um dos melhores espetáculos a que já assisti. Mas, ainda assim, venceu a melhor equipa.
Aproveito sempre estas finais para tirar uma foto ao mural onde estão expostas as camisolas dos clubes vencedores da Liga dos Campeões. Mais concretamente, aproveito para tirar uma foto à camisola do meu clube, o Benfica, que ganhou por duas vezes a competição, em sete finais disputadas.
Dois sentimentos me invadem ao olhar para aquele mural. Em primeiro lugar, um orgulho e admiração pelos dirigentes e jogadores dessas épocas. Que audácia, que competência e que determinação foi preciso existir para termos conquistado o que conquistámos!
O segundo sentimento é quão longe, hoje, como sócio e adepto, me sinto desse mural e quão longe me sinto, também, de um dia voltar a chegar próximo de uma final da Liga dos Campeões. E acho que este é o sentimento dominante entre a maioria dos sócios e adeptos do Benfica. Mas será que tem de ser mesmo assim?
Muitas vezes penso o que seríamos hoje se os nossos dirigentes dos anos 60, 70 e 80 se tivessem resignado ao facto de sermos um país pobre, fechado e pequeno e terem aceite ficar pelo fácil, pelo apenas possível e não ousar conquistar o que parecia verdadeiramente impossível.
Mas, felizmente, não aceitaram essa fatalidade, não se resignaram e encontraram soluções........
