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Um tiro ao lado!

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“Porque é que isto lhe acontece tantas vezes?”, perguntou Peter Deuce, da Fox News, ali mesmo, pouco depois, na Sala de Imprensa da Casa Branca. “Ser presidente é uma profissão perigosa — nunca ninguém me tinha dito”, respondeu Trump, já recomposto.

Perigoso ou não, o todo poderoso de Washington continua a dividir, a incendiar ânimos, a toldar juízos. Mais um atirador, mais um episódio numa lista que, tudo indica, não ficará por aqui — nem durante, nem depois da passagem pela Casa Branca. Há uma energia bruta, uma raiva persistente, dirigida a Trump.

E há um detalhe curioso: tudo aconteceu no jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, que ele despreza e tantas vezes ataca. Era a primeira vez, entre um mandato e outro. Ironias. Só que as más notícias não vieram de dentro, mas de fora — de um jovem engenheiro californiano.

Trump sabe que tem a cabeça a prémio. Alimenta essa tensão, joga com ela. E, perante a quase tragédia, retira duas conclusões simples: acelerar a construção do Salão de Baile na Casa Branca — o lugar mais seguro do mundo — e elogiar os Serviços Secretos. Calculado. Como sempre.

À margem: o Rei Carlos III está inquieto. Desassossegado. Intranquilo. Pudera! Vai em visita de Estado a Washington, esta semana. Quem não estaria?

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.


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