Presidenciais 2026 - República com alma: Educação, Arte e Humanismo ou o vazio do poder
No dia 18 de janeiro, Portugal não elege um rosto: decide se a República tem alma. Num tempo em que o ruído substituiu a reflexão e a imagem eclipsou o caráter, só um líder inteligente, humanista e visionário pode devolver sentido ao poder — pedagogo da liberdade, protetor da Arte e da Cultura, guardião da dignidade comum. O País precisa de presença real, afeto político e compromisso feroz com a Educação: sem escolas fortes, professores respeitados, criadores protegidos e acesso democrático à cultura, não há democracia que resista nem futuro que valha a pena. O voto é um espelho: ou nos devolve estatura e horizonte ou confirma a vassourada de vaidades. Entre promessas instantâneas e ambições sem propósito, escolhemos se Belém será um palácio de silêncio humano — ou apenas mais um palco de ruído.
No dia 18 de janeiro, Portugal volta às urnas para escolher quem guardará a dignidade da República. A data está fixada por decreto; o gesto é simples, mas carrega uma exigência rara: escolher não apenas um Presidente, mas uma consciência. Num tempo em que a política se desdobrou em espetáculo e gestão de imagem, fake-news, precisamos de um líder inteligente, humanista e visionário; alguém que compreenda que Educação, Arte e Cultura não são ornamentos, mas a ossatura de um país que quer viver com alma. O decreto está publicado; a responsabilidade é nossa.
Diz‑se que esta será uma eleição inédita pelo número de protagonistas. Não é o plural que assusta — a pluralidade é uma vitória da democracia —, é a dificuldade em reconhecer grandeza numa multidão de mais de quarenta anunciados, muitos dos quais se perderam na espuma das promessas e nas coreografias do instante. O que inquieta não é haver tantos; é haver tão pouco daquilo que importa. A corrida tornou‑se uma maratona de slogans, enquanto o país precisa de silêncio para escutar e de visão para decidir.
O que é que um povo precisa do seu líder? Primeiro, inteligência prática e ética: a capacidade de olhar para o presente sem se encantar com o improviso, e para o futuro sem se deslumbrar com futurologias. Precisamos de alguém que saiba que a política não é um concurso de frases felizes, mas uma disciplina de responsabilidade.........
