E se o problema nunca fosse “eles”?
Interrogo-me, muitas vezes, sobre esta necessidade quase instintiva que as pessoas têm de criar um inimigo.
Talvez venha do medo de existir, o medo de não compreender bem o mundo, o de sentir que não temos controlo sobre quase nada. E, em vez de nos aproximarmos uns dos outros, fazemos o contrário e escolhemos um culpado com as costas muito largas.
O inimigo parece que simplifica tudo. Tem nome e cara e assim personifica o que nos inquieta. Enganamo-nos, mas acalmamo-nos.
Uma sociedade sem inimigos é obrigada a olhar para si própria. Obriga-nos a questionar e a contestar o que achamos que não está certo, a mudar crenças e hábitos. Não é confortável.........
