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A reação relevante, bonita e previsível do 25 de Abril. Opinião e Gonçalo Ribeiro Telles

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30.04.2026

Passado o 25 de Abril deste ano, é inegável que a adesão e a relevância da data crescem um pouco por todo o País. Das quatro gerações que hoje a comemoram nas ruas, duas delas não viveram a revolução de 1974, mas encontram agora razões políticas e de chão comum para o fazerem. Foi isso que o Presidente da República, melhor do que ninguém, percebeu, e manifestou-o através de um grande discurso.

Muitas, demasiadas vezes, invoca-se os jovens para ficar bem na “fotografia”, mas António José Seguro fê-lo com propriedade e onde mais interessava. Não foi de somenos “o desaparecer da liberdade aos poucos”, depois do apontar das muitas dificuldades com que uma maioria vive hoje em Portugal. E prosseguiu: “Primeiro é uma lei que parece razoável. Depois uma instituição que se esvazia por dentro. Depois uma voz que se deixa de ouvir. Depois outra. O perigo para a democracia raramente chega como nos filmes. É mais frequente afirmar-se com argumentos que parecem inofensivos e, nos dias de hoje, também com algoritmos.”

Se isto não começa também a entranhar-se de certa forma no País? 

A verdade é que o restaurar da relevância maior da data da........

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