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Prémio Laranja Amarga para o primeiro-ministro que não optou entre democracia e populismo

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09.02.2026

As eleições presidenciais foram uma grande vitória da democracia, dos 50 anos da Constituição de Abril e do Presidente eleito António José Seguro.

No meio da tempestade que submergiu a campanha da segunda volta e dos apelos à desestabilização caótica que resultaria do adiamento das eleições, os portugueses responderam de forma veemente com uma grande participação no ato eleitoral com a votação de quase 5,5 milhões de eleitores em condições que para muitos exigiram a determinação de superar as inundações, a falta de eletricidade ou de comunicações.

Os receios de uma grande abstenção devido ao mau tempo, ao resultado previsível, ao desamor de alguns que não se sentiam representados na segunda volta e ao apelo à secundarização das eleições feito por André Ventura foram derrotados por um povo que desejou votar apesar de todas as adversidades, superando em cerca de um milhão de eleitores as votações de 2016 e de 2021 que elegeram Marcelo Rebelo de Sousa.

Os portugueses disseram que os 50 anos de democracia e de valores constitucionais valem a pena e devem ser ativamente defendidos contra tudo o que dificulta as nossas vidas e também contra a permanente gritaria populista que encharca quotidianamente o espaço mediático e as redes sociais.

Mas é, sem dúvida, uma notável vitória pessoal de António José Seguro que com quase 3,5 milhões de votos, que........

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