Prémio Laranja Amarga para o fracasso real da economia dos Planos anunciados
Iniciamos maio, o mês das rosas vermelhas de Manuel Alegre, o mês da luta pela dignidade do trabalho que faz mover o mundo, o mês das primeiras idas à praia que abrem a esperança de novos tempos luminosos e, para os crentes, o mês da primeira aparição de Fátima que deu esperança a um povo desesperado pela participação na I Guerra Mundial.
Mas igualmente em tempo de memórias, para que não se repitam os erros da História, é o mês do centenário do golpe militar que deu inicio à mais longa ditadura da Europa ocidental no século XX.
Em tempos da maior incerteza europeia, após 80 anos de paz e de quase 70 anos dessa surpreendente epopeia benigna de integração de antigos inimigos iniciada com o Tratado de Roma, em Portugal temos um Governo medíocre, sem apoio parlamentar nem iniciativa política, que tem por único fito sobreviver e por desiderato existencial manter-se no poder.
Maio começa com a confirmação pelo INE de que entrámos em estagnação económica, o chamado “crescimento zero” dos analistas de conjuntura, após dois anos de abrandamento suportados pelo aumento do consumo interno movido pela distribuição de brindes eleitorais. Ficamos abaixo da média europeia e ainda mais longe de Espanha, que cresceu 0,6% no trimestre e 2,7% relativamente ao trimestre homólogo de 2025.
Já a inflação portuguesa trepou em abril para 3,4%, impulsionada por um crescimento dos combustíveis de 12% e apoiada pela explosão em 7,5% dos produtos alimentares não transformados. A manutenção ao longo do ano de ritmos de crescimento dos........
