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Prémio Laranja Amarga para a ministra que enviou o SNS para os cuidados paliativos

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Ao fim de mais de dois anos de exercício de funções a ministra da Saúde demonstra a obstinação dos insensatos que se afasta radicalmente da resiliência dos determinados.

De plano sem efeitos ao próximo plano fracassado, de anúncio por concretizar até à promessa seguinte, de demissão até à nomeação controversa seguinte, há sempre mais uma fuga para a frente no caminho.

A semana terminou com mais uma versão recauchutada do diploma rejeitado por Marcelo Rebelo de Sousa sobre os famosos médicos tarefeiros, com uma nova orgânica do INEM ao fim de mais de um ano em que Ana Paula Martins prometeu dedicar 70% do seu tempo à emergência médica, e o anúncio de novos incentivos e pagamentos extra por horas extraordinárias efectuadas por médicos nas urgências para além do limite legal.

Ao fim de dois anos sobre o famoso Plano de Emergência de maio de 2024, o novo pacote parece um menu de “roupa velha” requentada e em adiantado estado de putrefação.

Em 2024, as prioridades para um Governo do PSD fresquinho, após 8 anos de oposição, tinham a ver com as urgências materno-infantis, a eliminação das listas de espera para doentes oncológicos, a redução do tempo de espera para cirurgias e o preenchimento de 900 novas vagas para médicos de família. Previa-se uma avaliação das medidas ao fim de 100 dias, mas passados dois anos o balanço é penoso.

As urgências de ginecologia/obstetrícia tornaram-se uma lotaria, sobretudo na periferia de Lisboa e na Península de Setúbal, com sucessivos modelos salvadores fracassados, como a urgência reforçada anunciada para setembro de 2025 no Hospital Garcia de........

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