Em Portugal, o cravo brigou com a rosa
Editor-executivo, foi antes secretário de Redação e editor de Opinião. É mestre em sociologia pela USP
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Cravos vermelhos ou rosas brancas? Vinte e cinco de abril ou de novembro? Quem fizer uma escolha escorregará para um dos lados do divisor de águas da política portuguesa, que vai se expressar nas urnas neste domingo (18), no primeiro turno da eleição presidencial.
Em 25 de abril de 1974, um movimento liderado por capitães das Forças Armadas derrubou a ditadura salazarista, um fóssil do fascismo europeu que se arrastava desde a década de 1920. Destruiu o velho, mas não definiu o novo. Como é comum nas revoluções, a ruptura do antigo regime abre a porta para uma razia entre antagonistas emergentes, cujo resultado determinará o futuro.
Nesses clarões da história, monarquistas combatem republicanos, jacobinos e girondinos se engalfinham, integristas atacam liberais, e mencheviques lutam contra bolcheviques. Na Rússia de 1917 e no Irã de 1979 os radicais ganharam dos moderados. No Portugal de 1975, no dia 25 de novembro, os moderados venceram os radicais e estabeleceram a democracia parlamentar que funciona até hoje.
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