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João Fonseca e Rio Open: 'tempestade perfeita' para patrocinador

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27.02.2026

João Fonseca e Rio Open: 'tempestade perfeita' para patrocinador

O momento do tênis brasileiro, sob a força do Efeito Fonseca, é raro. Tratamos do assunto aqui no UOL Prime ano passado, com esta reportagem especial, e abordamos o tema com frequência desde então. Agora, após o Rio Open 2026 - o primeiro em que empresas tiveram tempo de se planejar e surfar a onda tenística gerada pelo carioca de 19 anos - isto ficou mais claro do que nunca. O evento teve 44 patrocinadores, número recorde, e estimava movimentar mais de R$ 200 milhões na economia do estado.

Conversei sobre a força do combo João Fonseca + Rio Open com Renato Preter, head de live marketing da XP, patrocinadora do torneio e do atleta. O executivo trata o cenário como uma "tempestade perfeita", capaz de expor a marca da empresa, gerar conexões com clientes atuais e em potencial e, claro, fortalecer a relação entre a marca e Fonseca. "Lá na frente, quando as pessoas lembrarem do João, elas não vão lembrar só do João. A marca da XP vai estar 100% associada e vice-versa", disse Preter.

Também conversamos sobre como a XP viu as recentes exibições de Fonseca patrocinadas pelo Itaú, sobre os planos de expansão do Rio Open e sobre como a XP aproveitou a ocasião para gerar negócios. Leia abaixo:

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O patrocínio ao João foi o primeiro da XP no tênis?

O primeiro patrocínio de fato, numa escala maior, num volume maior, sem sombra de dúvida, foi com o João. A gente fechou o patrocínio com ele em 2024. É um patrocínio de longo prazo. A gente já teve algumas ativações de tênis. O perfil do nosso cliente é um perfil que conversa muito com o universo do tênis. Recentemente, a gente rodou uma pesquisa interna, e 80% dos nossos clientes demonstram interesse em esportes. A gente vê no tênis um grande pilar para explorar o universo do esporte. A gente sempre fez clínicas de tênis, a gente já trouxe na Expert, que é o maior festival de investimentos do mundo, como palestrante, a Serena Williams. Quando ela veio, a gente fez uma clínica de tênis com ela. Em outro momento, a gente trouxe o Toni Nadal. A gente aproveita essa oportunidade para fazer a clínica. Tudo que a gente fez até então foram investimentos pontuais.

Isso foi antes do João ou depois?

Antes. O João chega muito para materializar esse sonho. Quando a gente pega a história da XP, o Guilherme [Benchimol], nosso fundador - inclusive foi o campeão aqui do Pro-Am - tinha o sonho de infância de ser jogador profissional de tênis. É muito curioso porque a gente tem uma convicção muito grande de que o esporte conecta muito. A gente estava atrás de alguma promessa, de algum brasileiro. É uma empresa brasileira, feita por brasileiros. A gente quer devolver algo grandioso para o país também. A gente entende que o esporte transforma, então quando a gente conheceu o João, foi um amor à primeira vista de verdade. Quando você pega o Crico [Christiano Fonseca, pai de João], a Roberta [mãe de João], o próprio João, a família... Conversam muito com os valores da XP. Tem uma fala do João que me marcou muito. Você deve ter acompanhado no ano passado...

Eu sei o que você vai falar: que não basta talento, tem que ter trabalho.

Isso foi algo que me marcou muito. É uma frase muito forte, que diz muito sobre quem somos, o que a gente pensa, e como um garoto tão jovem tem uma mentalidade tão parecida com a da gente. A questão da transpiração, do trabalho duro, de cair e levantar e, principalmente, do sonho grande. O João, apesar de super jovem, acaba conectando muito com os nossos valores. A gente nem trata como patrocínio. A gente trata como investimento no esporte, no país. Assim que a gente gosta de encarar. Diferentemente, talvez, de um patrocínio tradicional, aqui a gente sempre busca - foi o alinhamento que a gente fez a zero de jogo com o João e a família dele - colocar a carreira do João em primeiro lugar e, depois, qualquer eventual interesse por parte do patrocinador. Eu tô muito mais preocupado com a performance dele, com ele em quadra, do que ele circulando por aqui, fazendo campanhas ou algo nesse sentido.

Sobre o Rio Open, você já falou disso como a "tempestade perfeita". O grande evento do tênis no país com o grande nome do esporte no Brasil. Tem exposição de marca, tem a pré-venda [de ingressos do Rio Open] exclusiva para clientes XP, mas o quanto isso se traduz em novos clientes para a XP?

Esses números a gente acaba não abrindo, mas o que a gente faz? Ao longo do torneio, quando a gente pega os ingressos destinados para a nossa pré-venda, ingressos de clientes que estão aqui, ingressos de prospects que a gente sabe que estão aqui, isso acaba se materializando em muitos negócios. Até o meu próprio background, que não é um background de marketing, mas de negócios, e acabo sentando numa cadeira de marketing. Como é que a gente de fato começa a utilizar mais esses ativos para a geração de negócios? Então eu até brinquei com o time semana passada, quando falei com a nossa rede de assessores de B2B, falei "pessoal, vai ser um Carnaval diferente. Vai ser um Carnaval de 100% trabalho." Óbvio que é um ambiente descontraído, a gente está fora de uma sala de reunião, um ambiente muito mais agradável. Mas os banqueiros estão aqui para acompanhar seus clientes, para criar conexão, para criar relacionamento. A gente tem plena convicção que o relacionamento do assessor de investimentos, do banqueiro com o cliente pode transcender o convencional da sala de reunião. Então a gente tem certeza que isso aqui é gerador de bastante negócio. Obviamente, quando a gente pega os números de emissão de cartões e pedidos, muito é por conta da pré-venda. Isso também foi um sucesso absoluto.

O contrato com o João vai até quando?

Esses números não são abertos, eu não consigo abrir aqui. O que eu consigo te falar é que o contrato com o João é de longuíssimo prazo. E longo prazo no sentido de que a gente quer estar com o João por muitos e muitos anos. A gente quer ter uma associação que, lá para a frente, quando as pessoas lembrarem do João, elas não vão lembrar só do João. A marca da XP vai estar 100% associada e vice-versa. A gente ainda tem um bom tempo de contrato. É um contrato de longo prazo e a gente quer acompanhar a carreira do João por muitos e muitos anos.

Vamos falar um pouquinho sobre a ativação de vocês no Rio Open. No estande da XP, as pessoas podiam medir a velocidade dos seus golpes e comparar com a direita do João. Como é que isso surgiu?

Isso foi muito curioso. O João, hoje, é conhecido pela direita extremamente potente dele, né? Quando a gente estava pensando no tipo de ativação que a gente poderia fazer, a gente lançou esse desafio do forehand do João na Expert, o nosso evento. Aquilo gerou um alvoroço! Tinha filas quilométricas com as pessoas querendo comparar seus forehands com o do João.

(Em tom de brincadeira) Isso é um dado que também não posso divulgar (risos). Fiquei muito aquém. Fiquei ali na casa dos 100 km/h.

Foi aquela porrada... Sabe "fecha o olho e vai?" (risos). Mas foi muito legal porque todos os dias eu procurei ficar bastante ali no nosso espaço, conversei com os clientes que passaram ali, e aquilo gerou uma competição entre pais e filhos, um ambiente familiar super gostoso. Quem passou de 130 km/h recebeu um gift super legal. Quem passou de 100 km/h ganhou um card que a gente fez com a foto do João que ficou super, super legal. As crianças vão, fazem o desafio, pegam o card e depois correm para a área de treino para o João assinar o card delas.

E isso foi aberto para o público geral, não só para clientes, né?

Para o público geral. Quem passou pelo evento teve a oportunidade de testar seu back ou seu forehand. E a gente teve outra ativação, que a gente fez através de AI. O cliente conseguia tirar uma foto com o João. Ele se posiciona, o João chega e tira a foto.

Tem um assunto que é delicado, e eu entendo se você não quiser falar...

Querer, eu quero falar de tudo. Eu só não posso às vezes (risos).

O João jogou uma exibição em Miami e agendou outra para São Paulo, no fim deste ano. Os dois eventos têm patrocínio do Itaú. Como é que a XP vê isso?

Vamos lá... O João tem sido convidado para participar de torneios e eventos de exibição. De novo: aqui do nosso lado, a gente está muito preocupado com a carreira do João. A nossa principal prioridade é ver o João trabalhando duro, treinando, fazendo o que precisa ser feito. Se esses torneios e exibições são bons para o João, a gente vai apoiar ele. No momento que a gente entender que é o momento certo para a gente fazer alguma coisa nesse sentido, a gente vai colocar em prática. Mas hoje a gente está muito focado realmente o desenvolvimento, no treino e na carreira dele.

Também não sei o quanto você pode falar sobre isso, mas a XP tem algo planejado de novo ou diferente para os próximos meses em relação ao João?

Não vou te abrir porque ainda não está assinado, mas a gente está vislumbrando de talvez trazer mais talks, fazer mais conversas com outros nomes do tênis - brasileiros e mundiais - nos nossos eventos, com nossos assessores. Obviamente, a gente vai acabar utilizando o João para algum evento como esse. Todo ano, a gente faz o XP Private Open. A gente leva clientes do nosso Private para uma clínica super especial. O João, pelo segundo ano consecutivo... No fim do ano passado, participou. Este ano, vai ter novamente. A gente sempre vai tentando colocar um tempero adicional em cada um desses eventos que a gente faz. Não tem nada ainda concreto, mas, provavelmente, a gente vai aparecer com algumas surpresas ao longo do ano.

Vocês pretendem estar em algum outro evento de tênis?

Sendo sincero com você, a gente acaba avaliando tudo com bastante carinho. A gente acabou se posicionando muito bem no mundo do tênis como pilar estratégico da XP. O mercado tem reconhecido isso. A gente tem analisado tudo com carinho, mas nosso foco principal hoje está no Rio Open, no João, em como a gente consegue acompanhar ele e se surgir alguma outra oportunidade, a gente vai avaliar no caso a caso.

A XP tem alguma participação nesse projeto de expansão do Rio Open? Vocês conversaram com o Lui [Carvalho, diretor do torneio] e a Márcia Casz [COO]?

A gente teve longas conversas com o Lui e a Márcia. O projeto foi apresentado para a gente. Projeto super especial. Vou usar o carioquês: a gente está amarrado nesse projeto. A gente está super feliz com as novidades que podem ser concretizadas nos próximos meses, para acontecer nos próximos anos. Se, de fato, tudo que vem sendo falado acontecer, eu acho que não só para a XP, mas para o Brasil vai ser muito legal. A gente ter um torneio cada vez maior, com mais presença, com mais gente, quiçá com mais jogadores, então a gente está super animado.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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